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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Problemas paternais

Você já se sentiu tanto lixo que deu vontade de atirar-se em uma caçamba de lixo e gritar e aí família?Pois é,é assim que eu estou me sentindo agora.Além de querer mudar a url para antheas e descobrir que ela já existe,o que é uma loucura,porque,quem daria o nome de um blog para antheas,fora eu?hã?E ainda por cima,eu tenho que provar que eu não sou um robô para mudar minha url!Ok,é impossível eu fazer isso porque eu sou um robô e eu tento dominar a Terra com a dominação mundial de mentes com o meu blog desconhecido.Ata,qual é!Mas,sério,eu não sou um robô se eu ainda não deixei claro.Se eu fosse,eu não teria como sentir isso.Bem,o meu primeiro tópico,se podemos chamar assim,são os problemas paternais.Vejamos,eu estou me sentindo um lixo.Eu estou eu estado de colapso em minha relação com meu pai.Ok,eu amo ele e eu sei que ele me ama e não deixa dúvidas nisso,mas ele simplesmente não aceita o jeito que eu sou.Recapitulando algo que eu nunca falei,eu sou a ovelha negra da família.Eu sou a estranha,a doida,a que gosta de coisas que ninguém mais gosta.Por tudo ele reclama comigo.Me culpa por tudo e eu não aguento mais.Porra,se ele não me quer,fala logo.Não,desculpa,eu sei que ele me ama,é que eu cheguei em um ponto que eu estou tão estourada com ele,tão farta que me dá vontade de chegar e gritar:foda-se seu preconceituoso ridículo.QUE MERDA.Eu sei que é esse não é o jeito certo de se falar com o homem que produziu o meu espermatozóide,mas é que ele julga tanto sem saber,só por olhar e achar diferente.Pra ele,tudo que eu assisto é besteira,tudo que ouço é porcaria,minha vida é uma merda.E ele não entende nada sobre mim,ele se esforça ao máximo,eu também,mas somos tão incompatíveis.É como se ele não quisesse que eu fosse do jeito que eu sou.Ele acha que pode mandar nas coisas que eu faço e que tudo meu é inimportante comparado a mim.Eu sou uma idiota que não vale nada.Sabe,ele me irrita pra caralho e eu não consigo me controlar as vezes.Além de que machuca muito ver todo o amor que ele dá para a minha irmã mais nova.Sabe,ela ganha todo o amor e eu fico com o que resta.As vezes eu sinto isso,é.Porque ele fala com ela de um jeito meigo que eu nunca senti,eles tem tanto em comum e ele vê ela como um prodígio.Eu tento ao máximo ser perfeita.Eu faço diversas atividades,tento ser a melhor aluna da classe,nunca me meto em problema.Mas ela,por mais que seja uma das piores,não ligar para quase nada,ele a vê como a perfeição.Certo que ela não é esse bicho horrível que eu descrevi,mas é assim que ele nos compara.Eu chego em casa com a nota máxima,ele fica feliz,ela diz que prestou atenção na aula ele fica esfuziante.Não dá mais.Porque eu não posso ser assim?Quando ele reclama comigo,eu sinto aquele desprezo.O que eu faço de errado é o crime que me levará para o tártaro e ela,quando faz algo ruim ainda recebe um apelido fofinho para completar o sermão.Eu fico sentindo um aperto no peito,porque ele me culpa de coisas que ele sabe que eu não tenho a menor culpa,ele irrita ao máximo e simplesmente parece que me odeia.Tem momentos que tudo nele exala o que eu menos quero para mim.Julgamentos,preconceito e impotência.E eu sei que ele nunca entenderia se eu me metesse em algumas situação onde você mais precisa de ajuda.Eu não tenho coragem de contar a ele que eu perdi meu bvl,imagine se um dia eu ficar grávida enquanto adolescente.Eu simplesmente me sinto fraca.E você deve imaginar porque eu não confronto ele,porque eu não digo o que me incomoda nele,para que nós possamos nos ajudar.Porque simplesmente eu não consigo magoar ele do jeito que ele me magoa.Eu me sinto tão fraca.Eu sou uma covarde,idiota,que nunca vou conseguir sair dos braços do papai.Eu nunca aguentei magoar uma pessoa qualquer,que nem minha amiga é,imagine o meu pai.Porque eu nunca falo que ele me magoa?Porque eu nunca vou ser tão forte para conseguir mostrar quem eu sou nem quem eu quero ser para ele.Por isso que eu mal posso esperar para completar dezoito e me ver livre.Sair dessa casa,fazer o que EU quero,pela primeira vez,sem pensar nas consequências.Vou poder sair e fazer o que me der na telha,porque agora eu posso.Eu consigo.E eu sei que eu não vou conseguir me virar bem se eu sair de casa aos dezoito,mas eu vou,eu preciso arranjar um jeito de sair daqui.Sei que provavelmente eu não vou viver nas melhores condição e a barra lá fora vai ser pesada,mas se eu conseguir não machucar ninguém até os dezoito,eu consigo qualquer coisa.Se eu conseguir parar de me machucar até os dezoito,aí meu bem,eu vou ser incontrolável.Eu vou ser livre.Eu preciso ser livre.Eu preciso ser eu.


Anthea.

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